IPO saiu na imprensa
19 de fevereiro de 2026
Matéria publicada dia 19 de fevereiro no site da Gazeta do Povo.
Ao adotar fontes renováveis e reforçar políticas de descarte consciente, o Hospital IPO transforma sustentabilidade em estratégia de gestão, redução de custos e compromisso com a saúde coletiva.
Visando a redução do impacto ambiental da operação hospitalar, o Hospital IPO, em Curitiba, implementou o uso de energia elétrica proveniente do mercado livre de energia e, com isso, projeta uma economia de até 25% ao mês na conta de luz. A iniciativa integra a estratégia de sustentabilidade da instituição, que passa a priorizar o uso de fontes renováveis de energia e a adoção de programas de descarte consciente.
O movimento ocorre em um contexto desafiador para a área da saúde. Se fosse um país, o setor estaria entre os cinco maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo, respondendo por cerca de 5% das emissões globais, segundo a WHO Foundation, entidade independente que apoia a missão da Organização Mundial da Saúde, em parceria com a Health Care Without Harm. Esse impacto está diretamente relacionado ao elevado consumo de energia elétrica necessário para o funcionamento de equipamentos, garantia de conforto térmico e à geração de resíduos.
Para André Madureira, CEO do Hospital IPO, cuidar da saúde das pessoas também significa cuidar do ambiente em que elas vivem. “Por isso, a sustentabilidade é parte do nosso olhar para o futuro da assistência em saúde e da prevenção de doenças respiratórias decorrentes da poluição atmosférica”, explica.
Mercado livre de energia e fontes renováveis reduzem custos e emissões
Entre as principais medidas adotadas pelo IPO está a entrada no mercado livre de energia com a utilização de fontes renováveis variadas, como a eólica, a solar e a hidráulica. Essas alternativas, reconhecidas por seu menor impacto ambiental e ampla utilização no país, contribuem para uma gestão mais eficiente e sustentável do consumo energético.
“Ao optar pela energia renovável, o hospital avança não apenas na redução das emissões de carbono, mas também na previsibilidade de custos e na sustentabilidade do negócio a longo prazo”, avalia Juliana Santos Viana, gerente de operações do Hospital IPO. “Essa migração também representa um passo importante na mitigação dos impactos ambientais da operação hospitalar, sem abrir mão da segurança e da continuidade do atendimento”, completa.
Em um ambiente hospitalar, onde equipamentos de alta complexidade operam continuamente e o conforto térmico é essencial, a previsibilidade energética torna-se um fator estratégico. A adesão ao mercado livre permite negociar contratos com maior estabilidade de preços e alinhamento a metas ambientais.
Sustentabilidade hospitalar como estratégia de gestão
No aquecimento, o abastecimento de gás natural canalizado em áreas de apoio e infraestrutura, como cozinhas e sistemas térmicos, também é planejado para garantir eficiência e menor impacto ambiental. O hospital mantém parceria com a Compagas, responsável pelo fornecimento de gás natural.
A decisão de migrar para o mercado livre de energia integra um plano mais amplo de governança ambiental. Em um setor intensivo em consumo de recursos, a adoção de fontes renováveis representa não apenas um posicionamento institucional, mas também uma medida concreta de gestão de riscos e redução de custos operacionais.
Descarte consciente e economia circular na operação hospitalar
A geração de resíduos é outro grande desafio nas operações hospitalares. Atualmente, o Hospital IPO possui um fluxo organizado de segregação, armazenamento e destinação de resíduos, em conformidade com as normas sanitárias e ambientais vigentes.
“Sempre que possível, buscamos reaproveitar materiais e equipamentos, evitando descartes desnecessários e fortalecendo práticas de economia circular”, reforça Alexandre Mattos, coordenador de infraestrutura do Hospital IPO.
Resíduos de serviços de saúde, recicláveis, lixo eletrônico e materiais reaproveitáveis são destinados por empresas licenciadas e certificadas, com controle e rastreabilidade dos volumes gerados, reciclados ou descartados corretamente. São adotadas ainda práticas de reaproveitamento de materiais que não são mais aptos ao uso assistencial, mas que mantêm condições seguras para uso não clínico, como mobiliário e equipamentos administrativos.
Para a instituição, sustentabilidade e assistência caminham juntas. “Essas práticas vão além da redução de custos. É o modo como o IPO reafirma seu compromisso com a saúde coletiva. Falar em sustentabilidade é falar, necessariamente, de cuidado”, finaliza Juliana Santos Viana.
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