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Focada na área central do rosto, a rinoplastia é um procedimento delicado e que, ano a ano, ganha uma apuração técnica com o avanço dos estudos e tecnologias. Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estítica, atualmente o Brasil lidera o ranking mundial das cirurgias no nariz.

Entre as diferentes técnicas, a rinoplastia aberta, que pelo tipo de acesso permite melhor exposição das estruturas nasais com correções simétricas durante a cirurgia e maior previsibilidade de resultado. O Hospital IPO realizou, entre 9 e 11 de maio, o 1º Curso Internacional de Rinoplastia Aberta, em Curitiba. O congresso contou com a participação de dois dos mais renomados cirurgiões no assunto em nível internacional: Dr. Dean Toriumi e Dra. Roxana Cobo, ambos especialistas no procedimento.

“Rinoplastia é apenas uma forma de realizar um procedimento dentro de um nariz”, reflete Toriumi. “Na minha opinião, o mais importante é o que você faz na estrutura, uma vez que expõe a cartilagem e o osso e de que forma isso afetará o rosto e o nariz, consequentemente. Caso realizada da forma equivocada, as pessoas podem ter dificuldade para respirar por anomalias ou, em casos mais graves, os tecidos ficam enfraquecidos ou não se recuperam adequadamente. Isso é evitável, se feito de forma correta”.

Para o Doutor Cezar Berger, coordenador do evento e otorrinolaringologista do Hospital IPO, o Curso foi uma oportunidade de mostrar que o acesso aberto na rinoplastia é uma opção. “É um método que possibilita a realização de manobras diferentes, em virtude da visualização direta que você tem das estruturas nasais”, destacou.

Já para Marcos Mocellin, também um dos coordenadores, a reunião de grandes profissionais fez jus a qualquer outro evento internacional. “Trouxemos dois dos melhores do mundo na sua área e profissionais em nível nacional que foram acima da média, tanto em qualidade como em público”, avaliou.

Para a Dra. Roxana, o Curso foi uma reunião inédita no estado: 300 cirurgiões especializados e interessados em debater um tema específico. “Isso apenas demonstra o grande interesse que há sobre isso no Brasil. Foi um privilégio pode estar aqui”, disse.

Ao contrário da fechada, na rinoplastia aberta o profissional realiza pequena incisão na columela – região localizada entre as narinas – para haver possibilidade de erguer a pele do nariz. Com uma visibilidade melhor, é possível modificar o formato, tamanho, simetria ou realizar a correção de determinado defeito com maior propriedade que em relação à rinoplastia fechada.

Dividido em cinco módulos – o primeiro em relação à avaliação do candidato à rinoplastia, o segundo e terceiro voltados à ponta do nariz e o quarto e o quinto sobre o dorso – o curso abordou questões básicas e avançadas em palestras teórico-práticas, com vídeos demonstrativos de cirurgias.

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Em sua terceira participação em um evento oficial promovido pelo Ibram-Instituto Brasileiro de Museus, o Espaço Cultural IPO recebe a mostra cultural Woodstock 50, que homenageia o jubileu de ouro do mais conhecido festival de música mundial. A coletânea com curadoria do casal de artistas visuais Carla Schwab e Eloir Jr., retrata a psicodelia do movimento hipe, personalidades musicais, a música, a paz e demais manifestações alusivas a este festival, trazendo a história através das diferentes linguagens da arte e da pintura criadas pelos artistas: Ana Lectícia Mansur, Ari Vicentini, Bia Ferreira, Carla Schwab, Celso Parubocz, Eloir Jr., Gustavo Takahashi, Katia Velo, Kézia Talisin, Luciana Martins, Luiz Felix, Oswaldo Fontoura Dias, Roberto Mattar e Tânia Leal, que produziram trabalhos inéditos, imortalizando Janis Joplin, Jimi Hendrix entre outros, exteriorizando a história deste evento musical que marcou o ano de 1969. Cada obra conta com um QR Code (endereço eletrônico), com o qual o público poderá obter informações complementares a respeito dos artistas e dos trabalhos produzidos por meio do aparelho celular ou outro dispositivo móvel. A mostra acontece durante a 17ª Semana Nacional de Museus, que é uma temporada cultural promovida pelo Ibram em comemoração ao Dia Internacional de Museus (18 de maio). Nessa edição, 1.114 instituições de cultura oferecem ao público 3.222 atividades especiais, colocando a Instituição Museus e espaços culturais como núcleos de cultura, preservando o futuro das tradições.

Sobre o Festival de Woodstock

Há 50 anos, o festival mais conhecido do mundo foi realizado em Bethel, Nova York. Woodstock Music & Art Fair, aconteceu entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969, e representou o grande marco da contracultura da década de 1960. Repleto de estrelas como Jimi Hendrix, The Who, Jefferson Airplane, Sly & The Family Stone, Santana, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival e Janis Joplin & The Kozmic Blues Band, o festival ainda se tornou documentário e tinha como premissa ser “uma exposição aquariana” através de “3 dias de paz, amor e música”Exposição

“Woodstosk 50” – 17a.Semana Nacional dos Museus/IBRAMDe: 10/05 a 13/06/2019 – Horário Livre Local: Espaço Cultural IPO Endereço: Rua Goiás, 60 – Água Verde Térreo Entrada franca

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Cerca de 30% da população brasileira sofre de halitose – ou, popularmente, mau hálito – mas muitas nem sabem que têm o problema. As pessoas que convivem com outras que sofrem disso costumam sentir vergonha de comentar. Por isso, o diagnóstico pode ser demorado, então é importante estar atento aos cuidados e se prevenir.

Segundo informações da Associação Brasileira de Halitose, 90% das causas da halitose estão relacionadas à cavidade bucal: desordens salivares, doenças bucais e acúmulo de placas estão entre as origens do problema. Tudo pode começar com uma falta de escovação dos dentes e da língua; gengivite; tártaro; cárie; má respiração bucal; sinusite; e, também consumo de alimentos e bebidas com odor forte, como alho, cebola, cafeína e condimentos.

Há ainda os casos de cáseo amigdaliano, que são os restos de alimentos que se depositam nos buracos (criptas) das amígdalas. Elas fermentam e, por isso, ganham um odor forte característico. “Não é nocivo, nem provoca infecções, mas pode causar o mau hálito, gosto ruim na boca e ainda ser expelido durante uma conversa, tosse ou beijo e, dessa forma, ser uma situação embaraçosa”, explica o médico otorrinolaringologista do Hospital IPO, Paulo Mendes Júnior.

Geralmente, a halitose por cáseo acomete adolescentes e adultos que tiveram muitas infecções de amígdala durante a infância e, por essa razão, formam-se as criptas. “Com o início da vida social, profissional e, principalmente, amorosa, percebem o desconforto que os sintomas podem gerar”, comenta Mendes Júnior. O especialista sugere que o ideal é sempre, após as refeições, principalmente almoço e jantar, realizar gargarejos com enxaguantes bucais sem álcool, para limpeza das amígdalas.

Se o problema persistir, o passo seguinte, conforme o nível de incômodo, é a retirada das amígdalas, que são o reservatório dos cáseos, não somente pela saúde bucal, mas como prevenção de transtornos psicológicos e psiquiátricos. “Há pessoas que ficam extremamente retraídas, com medo de se expor em conversas ou beijar e que, inclusive, chegam a apresentar quadros de depressão”, alerta o especialista.

Mendes Junior assegura que a cirurgia de extração das amígdalas é um tratamento definitivo contra os cáseos e que, ao contrário do que se acredita, não é prejudicial à saúde e nem acarreta em outros males. “As amígdalas são órgãos de defesa, mas temos outros vários locais em nossa garganta que podem nos ajudar na defesa contra vírus e bactérias”.

Segundo Mendes Júnior, não há registros de aumento de infecções de garganta, como faringites, em decorrência da retirada das amígdalas. “Elas terão dores de garganta com a mesma incidência com a qual teriam se tivessem as amígdalas”.

A cirurgia é um procedimento simples, realizado entre 30 e 60 minutos, com anestesia geral. A alta hospitalar acontece no mesmo dia. O paciente deve ficar em repouso por cerca de dez dias, sob alimentação líquida, pastosa e fria, como papinha, iogurte e sorvete.

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Entre os 2 e 12 anos de idade, a criança começa a desenvolver o seu sistema imunológico e, assim como as amígdalas, a adenoide – conhecida como carne esponjosa – faz parte das defesas do corpo: é um tecido linfoide que fica na parte de trás do nariz, na rinofaringe. Por isso, é comum que durante a infância ela inflame com frequência, ao que se dá o nome de adenoidite.

Muito comum em crianças, a inflamação diminui conforme a idade, pois outras estruturas que protegem o organismo são desenvolvidas. “Entre os dois e quatro anos de idade, a adenoide aumenta de tamanho para alertar o sistema imunológico, que produz anticorpos. Normalmente, por volta dos seis anos, o tecido linfoide pode diminuir e, consequentemente, os episódios a adenoidite podem cessar”, explica o doutor Paulo Mendes Junior, otorrinolaringologista do Hospital IPO.

Quando a adenoide é aumentada mais que o normal, em que ela ocupa mais que 60% do espaço entre a base do crânio até o palato duro (parte óssea do céu da boca), surgem problemas respiratórios ou até mesmo auditivos. “Os sintomas são muito parecidos com o da sinusite: obstrução nasal, ronco, apneia do sono, secreção acumulada”, afirma o especialista.

Porém, as adenoidites muito frequentes, podem ter consequências mais graves. A criança pode passar a respirar pela boca, podendo causar problemas na arcada dentária, ter mau hálito ao longo do dia, dificuldades para dormir, otite ou até mesmo perda auditiva.

“Outro fator que prejudica a qualidade de vida da criança é a alimentação ruim, pois, com a obstrução nasal, a capacidade de sentir cheiros e sabores dos alimentos também é afetada. Em decorrência disso, interfere no crescimento da criança”, ressalta Mendes Junior.

A observação dos sintomas mais comuns é o primeiro passo para o diagnóstico da inflamação. Também existem exames como endoscopia nasal e raios-x que ajudam a identificar a adenoidite com mais precisão. “Geralmente, a inflamação da adenoide pode ser tratada com lavagem nasal, sprays nasais, antialérgicos ou antibióticos. Porém, em casos que o tecido não diminui com o crescimento e que nem mesmo os medicamentos funcionam, é indicado o procedimento cirúrgico”, explica o doutor Paulo Mendes sobre o tratamento.

A cirurgia é simples e não afeta o sistema de defesa do corpo. “A operação é rápida e o pós-operatório também. Costuma ser indicado alimentos mais pastosos e gelados nos primeiros dias de recuperação e que a criança fique apenas uma semana em repouso”, afirma o médico.

Por estarem muito próximas, a amígdala e a adenoide, quando precisam ser retiradas, pode ser feito apenas uma cirurgia para tratar os dois problemas. Assim, os problemas de infecções são tratados em apenas um procedimento. 

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