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IPO – Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia Excelência do Hospital IPO é destaque na 3ª edição do Prêmio Mais Saúde TopView Reconhecimento por voto popular reforça a confiança dos pacientes; instituição conquista o prêmio pelo segundo ano

Patricia Zomer- 24/06/26

O Hospital IPO foi o grande vencedor da 3ª edição do Prêmio Mais Saúde TopView na categoria Otorrinolaringologia. Definida por voto popular, a premiação reconhece os principais nomes e instituições da área da saúde no Paraná e teve sua cerimônia de entrega realizada na última terça-feira (23), no Salão Azul do Clube Curitibano, em Curitiba.

A conquista marca o segundo ano consecutivo em que o IPO recebe o reconhecimento, reforçando sua trajetória de excelência, inovação e atendimento especializado. Para a head de Marketing do Hospital IPO, Michelle Reffo, o prêmio representa a confiança da cidade de Curitiba e o resultado do trabalho desenvolvido diariamente pelas equipes da instituição.

“Receber esse prêmio novamente é motivo de grande orgulho para todo o Hospital IPO. Ele reforça a confiança dos pacientes e suas famílias no trabalho que realizamos diariamente. Seguimos comprometidos em oferecer atendimento humanizado, mantendo o propósito que nos acompanha há mais de três décadas”, destaca.

Michelle lembra que o IPO já está na rotina do curitibano e que essa proximidade com a população foi justamente o conceito que norteou a mais recente campanha institucional do hospital. “Construímos uma relação de confiança com gerações de pacientes. Estar presente no dia a dia dos curitibanos e ser lembrado quando o assunto é saúde respiratória, auditiva ou visual é algo que nos orgulha muito”, comemora.

Referência em saúde especializada

Com mais de 30 anos de atuação, o Hospital IPO consolidou-se como uma das principais referências em otorrinolaringologia do país. A instituição reúne atendimento especializado, investimento contínuo em tecnologia, ensino e pesquisa, além de uma equipe multidisciplinar voltada à excelência assistencial.

Ao longo de sua trajetória, o hospital ampliou sua atuação para diferentes áreas relacionadas à saúde respiratória, auditiva e visual, tornando-se uma referência para pacientes de Curitiba, da Região Metropolitana e de diversas localidades do Brasil. O reconhecimento no Prêmio Mais Saúde TopView reforça esse histórico e evidencia a relevância da instituição para a comunidade e para o setor da saúde.

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É só chegar o outono e o inverno que começam os espirros, nariz entupido, coceira nos olhos e por aí vai. É a sinfonia típica de quem convive com rinite ou sinusite, duas condições que costumam piorar quando o ar fica mais frio e seco. Nessa época do ano, as pessoas também tendem a passar mais tempo dentro de casa, com as janelas fechadas e mais expostas a ácaros da poeira e pelos de animais — dois dos gatilhos para as crises.

Qual a diferença entre rinite e sinusite? 

A rinite é uma inflamação da mucosa nasal, especialmente da mucosa que reveste os cornetos nasais (estruturas ósseas que ficam nas paredes laterais do nariz). Já a sinusite é a inflamação das mucosas dos seios da face, região do crânio composta por cavidades ósseas ao redor do nariz, das maçãs do rosto e dos nossos olhos.

A inflamação é a resposta natural do nosso corpo a uma invasão ou a uma agressão, como infecção, alergia, lesão ou contato com substâncias. Quando o organismo identifica um possível inimigo que pode causar dano, o sistema imunológico (nossa defesa) libera substâncias químicas que aumentam o fluxo sanguíneo e recrutam células de defesa para iniciar uma luta no local afetado.

“A rinite costuma se manifestar com crises de espirros e sintomas mais evidentes, que acabam chamando a atenção de quem está ao redor. Já a sinusite provoca dor de cabeça persistente, tosse, congestão nasal e uma coriza menos abundante. Por isso, seus sintomas tendem a ser menos perceptíveis para outras pessoas”, explica Camilla Pereira, alergista e imunologista da Clínica Plunes, em Curitiba (PR).

 

Como se desencadeia uma crise de rinite

Nas pessoas com rinite alérgica, o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias normalmente inofensivas, como ácaros, pólen, mofo ou pelos de animais. Mudanças bruscas de temperatura (clima e ar condicionado) e cheiros fortes (perfume, produtos de limpeza, fumaça de cigarro) também podem desencadear uma crise.

“Essa reação leva à liberação de mediadores inflamatórios, especialmente a histamina, que provocam dilatação dos vasos sanguíneos, aumento da produção de secreção e irritação das terminações nervosas do nariz”, explica Paulo Mendes Jr., otorrinolaringologista do Hospital IPO, também na capital paranaense.

A inflamação provoca inchaço dessa mucosa, resultando em obstrução nasal. A estimulação das terminações nervosas gera os famosos espirros, enquanto o aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos favorece a produção de secreção, causando a coriza. “Muitas vezes, a inflamação também afeta os olhos, levando a coceira, vermelhidão e lacrimejamento”, afirma o especialista.

Tipos de rinite

A rinite pode ser dividida em dois grandes grupos: rinite alérgica e rinite não alérgica. Dentro das rinites não alérgicas, há os seguintes subtipos:

  • rinite vasomotora: desencadeada por mudanças de temperatura e exposição a cheiros fortes;
  • rinite medicamentosa: causada pelo uso excessivo de gotas nasais vasoconstritoras;
  • rinite hormonal: associada a alterações hormonais, comuns durante a gestação;
  • rinite ocupacional: provocada pela exposição a poeiras, produtos químicos ou outros poluentes no ambiente de trabalho;
  • rinite gustativa: desencadeada pela ingestão de determinados alimentos.

“Também é comum encontrarmos pacientes com rinite mista, que apresentam componentes alérgicos e não alérgicos simultaneamente”, destaca Mendes Jr.

Como se desencadeia uma crise de sinusite

No caso da sinusite — ou rinossinusite, termo mais utilizado pelos médicos —, a crise ocorre quando há uma inflamação dos seios da face, cavidades cheias de ar localizadas em alguns ossos do rosto e do crânio.

Essa inflamação pode ser desencadeada por alergias, infecções virais, bacterianas ou fúngicas, além de outros fatores inflamatórios. Em alguns casos, características anatômicas também podem favorecer o surgimento do problema.

“Às vezes, a pessoa tem uma adenoide aumentada e amídalas aumentadas, alterações anatômicas que podem levar a esse quadro”, explica Pereira.

A adenoide é um tecido de defesa localizado na parte de trás do nariz e, quando aumentada, pode dificultar a passagem do ar e favorecer o acúmulo de secreções.

Segundo a médica, a sinusite geralmente apresenta um quadro mais arrastado. Por isso, uma congestão nasal que dura apenas três ou quatro dias nem sempre indica a doença. Já sintomas como dor de cabeça, sensação de peso na face e gotejamento pós-nasal podem ajudar no diagnóstico.

 

Tipos de sinusite

As sinusites podem ser classificadas de diferentes formas. Uma delas leva em conta a duração dos sintomas, segundo os especialistas. Nessa classificação, a doença é considerada:

  • aguda, quando dura até quatro semanas;
  • subaguda, quando persiste entre quatro e 12 semanas;
  • crônica, quando os sintomas permanecem por mais de 12 semanas;
  • há ainda os casos recorrentes, marcados por episódios repetidos ao longo do ano.

A sinusite também é classificada pela causa. A forma viral é a mais comum e costuma surgir após resfriados e outras infecções respiratórias. Já a sinusite bacteriana pode se desenvolver quando uma infecção persiste ou se agrava. Em situações mais raras, a inflamação é provocada por fungos, caracterizando a chamada sinusite fúngica.

A rinite pode levar à sinusite? 

Sim, porque a rinite provoca inflamação e inchaço da mucosa nasal, dificultando a drenagem adequada dos seios da face. E quando a secreção fica retida, aumenta o risco de proliferação de microrganismos e desenvolvimento de sinusite.

 

Tratamentos para rinite e sinusite

Para a rinite, de acordo com Mendes Jr., o tratamento se apoia em três pilares principais: controle ambiental para reduzir a exposição aos gatilhos, lavagem nasal com soro fisiológico e uso de medicamentos quando necessário.

Entre os remédios mais utilizados, estão os sprays nasais com corticoides, os anti-histamínicos e outras medicações específicas para controlar a inflamação e aliviar os sintomas.

“Em pacientes selecionados, a imunoterapia alérgeno-específica, conhecida popularmente como vacina para alergia, pode atuar na causa da doença e proporcionar melhora duradoura”, explica o médico.

Já o tratamento da sinusite varia de acordo com a causa e o momento da doença. Segundo Pereira, a abordagem pode incluir lavagem nasal com soro fisiológico, cuidados ambientais e o uso de medicamentos tópicos, como corticoides e anti-histamínicos.

Nas fases agudas, também podem ser indicados corticoides orais e, em alguns casos, antibióticos.

A especialista acrescenta que, nos casos de sinusite associada a alergias, a imunoterapia pode fazer parte do tratamento. Além disso, os imunobiológicos vêm sendo cada vez mais indicados para determinados pacientes.