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A resistência bacteriana é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma ameaça global, principalmente na América Latina. A estimativa é que até 2050 ela esteja associada a mais de 10 milhões de mortes em todo o mundo. Segundo a OMS, cerca de 700 mil pessoas morrem por ano devido ao uso indiscriminado de medicamentos sem recomendação médica.

Para o otorrinolaringologista Marco César Jorge dos Santos, do Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO), maior referência do segmento na América Latina, a pandemia da Covid-19 intensificou os casos de resistência bacteriana por causa dos atendimentos a pacientes graves em UTI e agora está caminhando para níveis alarmantes. “O corpo vai criando resistência aos remédios porque a bactéria cria mecanismos de defesa, fazendo o medicamento não funcionar. O paciente que usa antibióticos de maneira indiscriminada, achando que antibiótico cura tudo, está na verdade desenvolvendo um estado de saúde com resistência a vários antibióticos”, conta o médico.

As principais enfermidades tratadas de maneira equivocada com antibióticos são as gripes e resfriados, que em um processo natural da doença tem um ciclo que pode durar até sete dias. “Processos virais como gripes e resfriados são as principais doenças em que os antibióticos não funcionam para a cura, justamente porque estas doenças são virais e não bacterianas”, explica o especialista. O tratamento de gripes e resfriados deve ser focado em hidratação, lavagem nasal e sintomáticos, como o paracetamol, que ajudarão o processo natural de reestabelecimento da saúde do organismo.

O uso de antibiótico de repetição desenvolvendo resistência bacteriana no organismo do paciente é uma das principais causas de morte em pacientes na UTI por infecções hospitalares. “Vale ainda lembrar de outra medicação de uso muito comum pelos pacientes sem orientação médica, que são os corticóides, pode ser a causa de doenças como glaucoma, tromboembolismo, diabetes, hipertensão e osteoporose. Fica então a mensagem que antibióticos e corticóides só podem ser utilizados pelos pacientes com orientação do seu médico”, completa Marco César Santos.

FONTE: Saúde Debate.

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Um levantamento feito pela Fiocruz, realizado durante o ano de 2023, mostrou que 72% dos brasileiros sofrem com distúrbios do sono. Dentre os problemas mais comuns, a insônia lidera o ranking, seguida da apneia do sono. “O sono exerce um papel fundamental na qualidade de vida, e a diminuição ou ausência dele, acarreta, além de diversos danos ao corpo e a mente, no aumento do número de doenças e maior risco de mortalidade”, explica Cintia Felicio Rosa, otorrinolaringologista e especialista em sono do Hospital IPO de Curitiba (PR).

“A insônia, conhecida como a manifestação em que há dificuldade em iniciar ou manter o sono, acomete 45% da população. Já a insônia crônica, que ocorre mais de três vezes por semana e por um período maior do que três meses, é percebida em 15% da população”, explica a especialista, argumentando que este é um dos problemas mais comuns que leva os pacientes a buscarem tratamento. “A insônia também é, por estatística, mais observada em mulheres, por questões biológicas e sociais. Além das questões hormonais, que as torna mais pré-dispostas à condição, mulheres também costumam acumular mais tarefas durante o dia, além de ansiedade e stress, que são grandes fatores causadores de insônia”, complementa.

Já a apneia do sono, condição caracterizada por interrupções repetitivas na respiração durante o ciclo de sono, pode ser mais facilmente observada no público masculino. “Fatores fisiológicos, hormonais e de estilo de vida fazem com que mais homens sejam diagnosticados com apneia”, comenta a médica. Mas os distúrbios do sono não param por aí: casos de sonambulismo, falar dormindo, sonolência excessiva, terror noturno ou despertar confusional também necessitam tratamento para que a qualidade do sono possa ser melhorada. “Observamos que cada distúrbio do sono acomete faixas etárias e gêneros específicos. Co­ntudo, cada caso precisa ser avaliado individualmente para que a causa e o tratamento ideal sejam recomendados”, explica.

A especialista também esclarece que nem todo tratamento necessita ser medicamentoso. “Antes de tudo, as pessoas precisam entender que não é normal não dormir bem. A insônia, por exemplo, pode ser tratada com Terapia Cognitiva Comportamental (TCC), que são medidas que trabalham psicoeducação, mudanças comportamentais, além da já conhecida higiene do sono. Mas claro, o diagnóstico ainda é necessário para que questões psiquiátricas possam ser descartadas”, destaca Cintia.

Já os distúrbios respiratórios, como a apneia do sono, necessitam avaliação para que seja entendida também a gravidade do problema. “Em alguns casos, além da mudança de estilo de vida, pode ser recomendado o uso de dispositivos que auxiliam na respiração ou até cirurgia para a desobstrução das vias aéreas”, elucida a médica. “Por isso é tão importante que cada caso seja avaliado individualmente, para que o plano de tratamento adequado seja recomendado”, completa

FONTE: XV Curitiba. 

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Um caso raro de doença fúngica tratado em Curitiba virou estudo internacional. O caso de osteomielite fúngica no maxilar foi causado por mucormicose, que surgiu no Paraná. O fungo, que muito rapidamente causa necrose no osso do paciente, acometeu um homem de 41 anos, morador de São Lourenço do Oeste, de Santa Catarina.

O paciente foi atendido e tratado pelo cirurgião maxilo-facial André Zétola, do Instituto Zétola, em Curitiba. Ele explica que em uma grande parte dos casos, a doença atinge o sistema nervoso central, chega ao cérebro e leva o paciente a óbito muito rápido. O sucesso do tratamento utilizando células-tronco é algo tão raro que chamou a atenção da comunidade médica internacional e está sendo o centro de estudos internacionais.

“Essa doença é extremamente rara e agressiva, necessitando de um tratamento rápido e eficaz. Em um primeiro momento conseguimos debelar a infecção fúngica, preservando a vida do paciente. E num segundo momento, conseguimos reconstruir todo o osso maxilar dele usando suas próprias células-tronco, o que é uma abordagem inovadora e bem-sucedida. Casos assim reforçam a importância de um diagnóstico precoce, além de ação imediata do cirurgião e da habilidade técnica na condução do tratamento”, explicou Zétola.

O paciente, Ricardo Fratin, se emociona ao falar da forma imediata com que foi atendido e que fez toda a diferença para salvar sua vida. “Eu cheguei em Curitiba numa terça-feira 23h. O doutor já estava me esperando com toda uma equipe, me encaminhou imediatamente para exame e para internamento. Às 6h da manhã do outro dia eu estava na mesa de cirurgia operando”, disse o paciente.

A osteomielite fúngica no maxilar é muito rara e causa a necrose do maxilar, trazendo perda óssea e, consequentemente, a perda dos dentes. Os dados sobre a prevalência da doença no mundo não são precisos. Mas estima-se que são no máximo 10 mil casos por ano no mundo, exceto a Índia, onde a prevalência da doença é muito maior por questões de saúde pública locais. A estimativa é da Leading International Fungal Education (LIFE), publicada pelo National Center for Biotechnology Information. E a taxa de mortalidade é alta e pode chegar a 46%.

No Brasil, conforme o Ministério da Saúde, de janeiro de 2018 a junho de 2021 foram registrados 157 casos de mucormicose no país. A estatística brasileira não é só de casos maxilares, mas de todos os tipos de mucormicose em vias nasais e mucosas orofaciais.

A mucormicose, comumente encontrada em ambientes como solo, bolor de pães e vegetais e frutas em decomposição, raramente afeta pessoas saudáveis. Contudo, indivíduos com imunidade comprometida, como aqueles com diabetes, HIV ou em tratamento quimioterápico, são mais suscetíveis. Há também relação da disseminação do fungo em pacientes imunossuprimidos por questões psicológicas, como foi o caso do paciente atendido por Zétola, que teve uma depressão profunda por perdas pessoais.

O homem, na época com 34 anos, chegou ao Dr. Zétola, no ano de 2017, com dor e amolecimento nos dentes. Fazia apenas 21 dias que ele tinha feito uma cirurgia para desvio de septo e sinusite crônica e acredita-se que foi a partir da cirurgia que se instalou a mucormicose. Além da necrose, são também sintomas comuns da doença (comumente confundida com sinusite) a febre, dor de cabeça, letargia, celulite facial, parestesia, secreção nasal e cornetos necróticos.

Neste atendimento inicial, Zétola já constatou pelo menos 10 milímetros de perda óssea no dente central e, após cirurgia para retirada do osso necrótico, o material foi enviado à análise para verificar qual tipo de osteomielite acometia o paciente.

Em poucas semanas, veio o resultado da biópsia, de osteomielite fúngica. A infecção progrediu rapidamente, destruindo o osso maxilar e o assoalho nasal e acometendo todos os elementos dentários superiores. Desta forma, o cirurgião maxilo-facial André Zétola e o otorrinolaringologista Marco Cesar Jorge dos Santos realizaram nova cirurgia de emergência para remover o tecido infectado, no Hospital IPO. Todo o osso maxilar foi removido até a altura do assoalho do seio maxilar e o assoalho nasal, para preservar a vida de Ricardo, pois o fungo chegou muito próximo da cavidade nasal. Sem sustentação óssea, as bochechas do paciente “entravam” na boca e o nariz ficou caído.

Logo após a cirurgia, o paciente foi encaminhado à UTI do Hospital VITA Batel, em Curitiba, na qual o médico intensivista Rafael Deucher lançou mão da Anfotericina. Foram dias de internação em tratamento intravenoso. Após erradicar a infecção, Zétola utilizou um fator de crescimento que atraiu células-tronco do próprio paciente para promover a regeneração óssea. Em um período de seis a oito meses, o osso do maxilar se reconstruiu sozinho, o que permitiu a colocação de implantes dentários.

Mais raro do que a prevalência da doença no mundo foi o sucesso da técnica com células-tronco utilizada pelo cirurgião, para devolver ao paciente a sustentação do rosto e o sorriso, que hoje é extremamente natural e não dá nenhuma pista do que ocorreu.

A complexidade e a gravidade deste caso específico tornam-no um marco significativo no campo da odontologia e da cirurgia maxilofacial, destacando a expertise e a inovação do Instituto Zétola e sua equipe no tratamento de condições raras e potencialmente fatais.

A condição da osteomielite fúngica no maxilar é tão rara que virou um caso de estudo internacional, publicado na revista científica Journal of Contemporary Diseases and Advanced Medicine (JCDAM). A primeira etapa do estudo, mostrando o alastramento do fungo antes da segunda cirurgia de remoção óssea, foi publicada na edição de Maio-Agosto de 2022. Já o segundo artigo, mostrando a regeneração óssea por células-tronco e após a colocação das próteses em Ricardo deve ser publicada em breve na revista.

FONTE: Bem Paraná

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Segundo dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), cerca de 30% da população brasileira tem algum tipo de alergia, dos quais 20% são crianças. Um dos agravantes em casos de alergia é a oscilação térmica, quando a temperatura varia muito. De acordo com o Relatório da Climate Central, aproximadamente 200 milhões de brasileiros foram afetados por temperaturas acima da média no primeiro trimestre de 2024. Em cidades como Curitiba (PR), onde a amplitude térmica ao longo do ano em geral varia de 10 °C a 26 °C, os casos de alergia são potencializados.

Para o otorrinolaringologista e especialista em rinite alérgica Flavio Massao Mizoguchi, do Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO), maior referência do segmento na América Latina, as alergias geralmente contam com histórico familiar. “A genética impacta, mas a mudança do estilo de vida pode contribuir com o desenvolvimento ou piora dos quadros alérgicos”, destaca Mizoguchi. O especialista alerta que algumas alergias respiratórias são sazonais, como os casos relacionados ao pólen, muito comuns primavera. “Outras ocorrem durante o ano todo, como no caso dos ácaros, e são potencializados com a queda da temperatura. As alergias aos epitélios de animais, como gatos e cachorros, também são muito comuns entre os brasileiros”, complementa.

Para prevenir os episódios alérgicos, uma boa dica é passar menos tempo em ambiente doméstico e mais tempo ao ar livre; controlar os animais domésticos dentro das residências; e evitar casas, apartamentos ou ambientes de trabalho com pouca ventilação e carpetes. Segundo o médico, a melhor solução nos casos mais simples é manter a residência, além dos demais locais de convívio, sempre arejada e limpa. “A higienização da residência ou local de trabalho é importante. Aspirar casa com animais domésticos com um aspirador que tenha filtro HEPA é uma boa recomendação. É indicado, também, utilizar capas protetoras antiácaro nos colchões e travesseiros”, diz.

Mizoguchi destaca, também, a importância da manutenção de hábitos saudáveis como práticas esportivas, alimentação balanceada e higiene nasal com soro fisiológico. Para completar, o especialista alerta que casos graves, entre eles asma e rinite alérgica persistente severa, devem ser tratados com médicos especialistas. “A busca por um médico especialista é sempre a melhor solução para agilizar o tratamento e a cura”, sugere. “Muita gente subestima as alergias. Elas precisam ser analisadas e tratadas rapidamente para que problemas maiores sejam evitados”, completa.

FONTE: Visão Hospitalar 

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De acordo com dados levantados pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking internacional de países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Estatísticas recentes, referentes ao período durante e pós-pandemia, também revelam um aumento de 300% na busca por procedimentos cirúrgicos faciais, ou seja, plásticas no rosto.

“A influência e comparação nas redes sociais, potencializada pelo uso de filtros, valorização excessiva da aparência física e aumento do poder aquisitivo, podem ser alguns dos motivos que levaram a esse aumento”, explica o Dr. Caio Soares, otorrinolaringologista e cirurgião especialista em rinoplastia e otoplastia do Hospital IPO, de Curitiba (PR). 

Dentre as cirurgias faciais mais procuradas, a rinoplastia se destaca. “O nariz é uma característica central do rosto, e mudanças em sua forma podem ter um grande impacto na aparência geral de uma pessoa. A rinoplastia é procurada tanto por motivos estéticos quanto funcionais, como a correção de desvios de septo”, explica o especialista. “Percebemos também que os avanços da tecnologia, que trazem resultados mais naturais, têm aumentado a busca por procedimentos deste gênero”, complementa. 

A otoplastia, ou correção de orelhas de abano, também vem sendo muito procurada por ser uma cirurgia um pouco mais simples, de acordo com o cirurgião. “Em alguns, casos não requer anestesia geral ou uma recuperação longa”, pontua. Já a blefaroplastia, que consiste na retirada de excesso de pele e gordura das pálpebras, é outra entre as mais buscadas. “O procedimento é normalmente procurado por pacientes que apresentam sinais de envelhecimento na região”, comenta o Dr. Caio Soares. Ainda com o objetivo de corrigir os sinais do tempo, o lifting facial é outro procedimento de destaque nos últimos anos. “Muita gente confunde o lifting facial com procedimentos não cirúrgicos. Ele consiste em uma cirurgia que faz cortes na pele, puxando-a para diminuir rugas e marcas da idade”, explica o cirurgião. 

Mesmo se tratando de cirurgias que, em alguns casos, são pouco invasivas, o cirurgião adverte que elas também têm riscos, e a decisão, tanto do procedimento quanto do profissional, deve ser feita com muita cautela. “É essencial que essas escolhas sejam baseadas em necessidades pessoais e orientadas por profissionais qualificados, e não apenas por ‘modismos’”, completa o especialista.

FONTE: Diário de Noticias de São Paulo

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Dados levantados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) no último ano apontam para um fato animador: o consumo de tabaco no Brasil diminuiu aproximadamente 35% desde 2010. Ainda de acordo com a entidade, houve um declínio nas taxas globais a partir de 2022. O fato, porém, também mascara uma triste realidade: o tabagismo ainda mata 443 pessoas por dia no Brasil, já que de acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o uso do cigarro é responsável por 90% das mortes por câncer de pulmão.

“O espectro de riscos à saúde decorrentes do tabagismo é muito mais amplo e abrangente do que podemos imaginar. Além do comprometimento cardiovascular e respiratório pelo uso crônico, que podem levar a doenças como enfisema, infarto e AVC, temos também o aumento de condições como sinusites, otites, faringites e laringites”, comenta o médico Rodrigo de Miranda, otorrinolaringologista do Hospital IPO.

“Podemos citar ainda outras situações menos lembradas relacionadas ao cigarro, como alterações na anatomia das pregas vocais que levam a problemas com a voz, como disfonia ou falar mais grosso; além das questões psicológicas e sociais relacionadas ao vício”, destaca.

Com o objetivo de conscientizar a população sobre seus malefícios e incentivar a redução do consumo de produtos derivados do tabaco em todo o mundo, anualmente é celebrado em 31 de maio o Dia Mundial Sem Tabaco. Porém, sabemos que parar com um vício não é tão simples assim como parece.

“Antes de mais nada, ao decidir parar de fumar, procure um especialista ou grupo de ajuda que possam auxiliar nesta jornada. Lembre-se, você adquiriu um vício químico e psicológico, portanto muitas vezes pode precisar de alguém para conduzir e orientar sobre se livrar dele”, explica Miranda. “Paralelamente, é importante realizar uma avaliação multidisciplinar de saúde (cardiovascular, respiratória, gastrointestinal e psicológica) afim de tratar os pontos que forem identificados como já comprometidos pelo cigarro”, complementa.

Vale sempre lembrar que não é apenas o fumante que acaba com a vida comprometida pelo vício, já que a fumaça do cigarro prejudica também as pessoas que estão ao redor. “O fumante passivo está muito mais suscetível a doenças respiratórias agudas que o ativo, que tem o corpo ‘condicionado’ à inalação da fumaça do cigarro. Crianças com pais tabagistas, mesmo que não fumem no mesmo ambiente em que estão os filhos, têm índices consideravelmente maiores de bronquite, otites e sinusites do que as de não fumantes”, explica o otorrinolaringologista.

“Filhos de pais fumantes, mesmo que não estimulados a fumar, estatisticamente desenvolvem o hábito do tabagismo na juventude e idade adulta com frequência muito maior que os que não convivem com o cigarro na infância”, adverte o médico. Inclusive, o mote do Dia Mundial Sem Tabaco em 2024 é “Proteger as crianças da interferência da indústria do tabaco”.

Outro grupo de risco, além de crianças e fumantes passivos em geral, são as grávidas. “Gestantes que fumam, ou são expostas passivamente ao cigarro, apresentam risco infinitamente maior de aborto, de terem filhos prematuros e com mal formações físicas ou mentais”, explica Miranda.

Nunca é demais também listar os inúmeros benefícios do abandono do vício em cigarros. “Sempre pensamos nos benefícios mais evidentes, como aumento da saúde respiratória, diminuição do risco cardiovascular e do risco de desenvolvimento de câncer. Casos de depressão, ansiedade, fissura e insônia também estão relacionados intimamente ao cigarro. Mas o abandono do vício vai muito além: melhora da disposição; resgate de um convívio social saudável, já que o cigarro é malcheiroso e desagrada a maioria das pessoas; e eliminação de um vício que só traz malefícios em troca do prazer momentâneo. Além de estar fora de moda, você já parou para pensar em quanto já gastou e ainda vai gastar com cigarros?”, completa o especialista.

FONTE: ABCdoABC

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Especialista do Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia, referência no segmento, fala sobre a inovação que revolucionou a vida de milhares de pessoas

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que 10% da população brasileira é composta de pessoas que apresentam alguma deficiência auditiva, sendo que quase 3 milhões de brasileiros têm surdez profunda. Essa lesão pode ser bem significativa na idade adulta, principalmente entre os idosos, uma vez que pode levar à demência se não detectada. Segundo a Constituição Federal, são proibidos atos de discriminação à pessoa humana. O Estatuto do Deficiente, em seu artigo 4°, informa que: “toda pessoa com deficiência tem direito a igualdade de oportunidade com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação”.

Apesar da garantia legal, os deficientes auditivos totais ou parciais enfrentam dificuldades no seu dia a dia e no mercado de trabalho. A surdez profunda é uma deficiência que afeta a personalidade e o convívio social do paciente, impactando no dia a dia. Desde os anos 70, uma técnica utilizada no país, inicialmente pelo Professor Pedro Luiz Mangabeira Albernaz, contribui para que dezenas de milhares de pessoas com problemas auditivos tenham uma vida muito perto da normalidade: o implante coclear monocanal. Hoje a técnica evoluiu para multicanal, com vários eletrodos e resultados bem melhores.

A técnica começou a ser estudada na década de 1930, porém somente em 1957 os pesquisadores Djourno e Eyries compilaram os efeitos da estimulação do nervo auditivo em um indivíduo surdo com a colocação de fio metálico no nervo auditivo de um paciente submetido à cirurgia do nervo facial. Segundo o paciente, o ruído gerado era parecido com o som produzido por uma “roleta de cassino”. A partir deste momento, a tecnologia envolvendo implantes cocleares desenvolveu-se rapidamente.

Uma das principais referências na área é o Instituto da Audição e do Equilíbrio do Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO), de Curitiba (PR), que recebe centenas de pacientes todos os dias em busca das melhores técnicas relacionadas ao diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças e distúrbios relacionados aos ouvidos, o nariz e estruturas dentro do pescoço (como garganta e cordas vocais). “Estima-se que 20% das pessoas têm problemas auditivos e de equilíbrio sem saber, por isso, quanto mais precoce for o diagnóstico e início do tratamento, maiores são as chances de sucesso”, conta o otorrinolaringologista do IPO, Rogério Hamerschmidt, que já realizou mais de mil cirurgias na área.

O implante coclear

O implante coclear trata-se de uma prótese eletrônica cirurgicamente implantada na orelha interna. É composto por duas unidades, uma externa, usada pelo paciente conforme sua vontade, contendo um microfone, um processador de fala e uma antena transmissora; e uma unidade interna, cirurgicamente implantável, que contém um receptor/estimulador e um fino cabo de eletrodos. “A cirurgia é rápida e segura, com poucas intercorrências ou complicações, sendo que na maioria imensa das vezes conseguimos a inserção completa de todos os eletrodos com respostas adequadas para o nervo auditivo”, explica o médico. A decisão sobre o implante coclear unilateral, bilateral simultâneo ou bilateral sequencial se baseia sempre em vários critérios audiológicos e anatômicos. “A decisão deve ser sempre tomada com toda a equipe multidisciplinar e levando muito em conta a vontade do paciente, ressaltando a importância da experiência acústica com aparelhos auditivos convencionais, principalmente em crianças”, finaliza.

FONTE: Visão Hospitalar 

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Quem tem rinite, sinusite ou sofre frequentemente com resfriados e gripes por conta das diferenças de temperaturas conhece bem um sintoma incomodo das condições: o famigerado catarro, ou as secreções produzidas pelo sistema respiratório como resposta a irritações, infecções ou inflamações. Podendo ser branco, amarelado ou esverdeado, as secreções ou mucos podem ser causados por diversos fatores.

— Geralmente uma pessoa sem doença produz um copo de secreção por dia, porém, quando estamos doentes, por exemplo, uma sinusite, produzimos muito mais. Geralmente, ela é clara, que chamamos de coriza. Se não tratada, ela pode entrar em contato com outros vírus e bactérias, fazendo a secreção ficar maior, mais densa e mais escura — explica Paulo Mendes Jr, otorrinolaringologista do Hospital IPO (Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia).

Outros sintomas importantes são: dor de cabeça, tosse seca e pigarro. Segundo o médico, além da sinusite, que produz maiores volumes de secreção, a faringite, que é um edema na parte posterior da garganta, também pode produzir muco e dor de garganta. A laringite, que acomete as cordas vocais, também pode causar secreção, além de tosse e rouquidão.

A solução mais eficaz para eliminação do muco, segundo Mendes é a lavagem nasal, que pode ser realizada de várias formas.

— Ao observar a secreção vindo do nariz para a garganta, principalmente em resfriados, deve-se realizar a lavagem nasal com soro fisiológico, que pode ser em jato contínuo ou em garrafinhas com alto volume de soro. Outras opções são a inalação com soro em temperatura ambiente e a ingestão de bastante água para deixar o muco mais fluido e fácil de ser eliminado — diz.

Em relação à coloração do muco, inicialmente é normal que seja clara e aquosa. Segundo o médico, é natural e normal, após a primeira noite de uma alergia ou sinusite, o catarro estar mais amarelado, isso não é sinal de que a doença está se agravando.

— É um equívoco os pacientes acreditarem que caso a coloração mude para amarelada ou esverdeada, já deve fazer uso de antibióticos. O tempo indicará essa necessidade e a intensidade de outros sintomas. Normalmente, a secreção diminui depois de 4 a 5 dias fazendo uma boa lavagem nasal, porém, se a secreção continuar ou se intensificar, bem como seus sintomas piorarem, é importante e necessário consultar um médico, pois pode ser uma doença bacteriana que necessita de antibióticos — explica Mendes.

Confira o que cada coloração significa:

A coloração transparente da secreção nasal costuma ser o primeiro sinal de que você está prestes a ficar doente. Quando tem baixo teor de água, ele perde seu brilho incolor usual e fica com uma cor branca espessa e isso é provocado por infecções.

Um dos primeiros sintomas de uma infecção como gripe ou Covid-19 é a inflamação do tecido no nariz. Esse inchaço bloqueia parcialmente o fluxo de muco no nariz e faz com que ele perca a umidade à medida que passa. Nesse caso, a pessoa já pode se preparar para o aparecimento de outros sintomas nos próximos dias.

Se uma secreção nasal branca indica que a pessoa vai ficar doente, a cor amarelada indica que a doença já se instalou. Nesse estágio, os glóbulos brancos enxameiam as células infectadas e lutam contra os vírus ou bactérias para removê-lo do corpo. Muitas dessas células mortas são eliminadas do corpo pelo catarro e é justamente esse acúmulo de células mortas e proteínas que conferem a coloração amarelada à secreção.

Já a cor verde pode indicar tanto uma infecção mais intensa quanto os estágios finais de uma infecção. A coloração esverdeada indica que há ainda mais glóbulos brancos mortos do que quando o catarro está amarelo. Embora também não haja muito com o que se preocupar nesse caso, se o catarro verde persistir por mais de dez dias, é recomendado procurar um médico.

Tanto o muco rosa quanto o vermelho indicam a presença de sangue. Quanto mais claro, menor a quantidade, claro. As causas mais comuns de sangramentos não devem ser motivo de preocupação. Elas incluem: ar seco, lesão por cutucar o nariz, resfriado, uso de drogas ou inalação de irritantes químicos. No entanto, se o sangramento for intenso, é recomendado procurar ajuda médica.

Um catarro preto pode parecer assustador, mas as razões para essa coloração pouco comum pode ser inofensivas, como poluição, até altamente perigosas, como uma infecção fúngica. Na maioria dos casos, o muco preto no nariz é um sinal de que alguém inalou algum tipo de poluente como fumaça ou fuligem. Por isso, essa coloração é comum entre pessoas que trabalham em canteiros de obras ou que fumam cigarros regularmente.

Mas, em casos raros, mais especificamente uma em cada 1 milhão de pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a secreção preta pode ser um sinal precoce de mucormicose. A doença é uma infecção fúngica oportunista, altamente invasiva, não transmissível, também conhecida como fungo preto.

Como ela é rara, também pode ser difícil para os médicos diagnosticarem e a taxa de mortalidade da condição chega a 50%, tornando-se uma das infecções fúngicas mais perigosas existentes.

FONTE: CEARÁ AGORA

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As mudanças climáticas causadas pela chegada do outono aumentam a incidência de um conhecido sintoma: a secreção na garganta popularmente conhecida como “catarro”, que é produzida pelo sistema respiratório como resposta a irritações, infecções ou inflamações. Podendo ser branco, amarelado ou esverdeado, as secreções ou mucos podem ser causados por diversos fatores.

“As principais doenças que causam secreção na garganta são a faringite, que é um edema na parte posterior da garganta e que pode causar o muco e dor de garganta; a laringite, que acomete as cordas vocais e pode causar secreção, tosse e rouquidão; os resfriados ou sinusites, que causam secreções no nariz que podem gotejar para a garganta causando tosse e incômodo”, explica o Doutor Paulo Mendes Jr, otorrinolaringologista do Hospital IPO, maior referência da América Latina em otorrinolaringologia, com sede em Curitiba (PR).

Paulo comenta o fato de que a primeira ação da maioria das pessoas para tentar eliminar o catarro é o ato de “pigarrear”. Apesar de efetiva à primeira vista, a ação tende a causar prejuízos a longo prazo. “A repetição do pigarro pode traumatizar e causar uma lesão próximo às cordas vocais chamada granuloma ou úlcera de contato. A região inflama, fica machucada e a tendência é sempre piorar”, comenta. A solução mais eficaz para eliminação do muco é a lavagem nasal, que pode ser realizada de várias formas. “Ao observar a secreção vindo do nariz para a garganta, principalmente em resfriados, deve-se realizar a lavagem nasal com soro fisiológico, que pode ser em jato contínuo ou em garrafinhas com alto volume de soro. Outras opções são a inalação com soro em temperatura ambiente e a ingestão de bastante água para deixar o muco mais fluido e fácil de ser eliminado”, explica.

A lavagem nasal, inclusive, é indicada não apenas quando existe a presença de secreção na garganta, mas também como uma forma de prevenção e limpeza no dia a dia. “O nariz filtra poluição do ar, ácaro, pólen e epitélio de animais, podendo obstruir as vias e evoluir para uma sinusite. A lavagem, se feita diariamente, vai remover possíveis secreções, sujeiras e hidratar a mucosa nasal”, argumenta o especialista.

Em relação à coloração do muco, inicialmente é normal que seja clara e aquosa. “A secreção inicial, chamada de coriza, é comum em crises de rinite, resfriados e gripes. O equívoco mais comum dos pacientes é acreditar que caso a coloração mude para amarelada ou esverdeada, já deve fazer uso de antibióticos”, explica o médico. “A coloração não vai indicar a necessidade de antibiótico, e sim o tempo que ela está ocorrendo e outros sintomas. Por isso é importante que um médico sempre seja consultado para o diagnóstico correto”, completa o Dr. Paulo Mendes Jr.

FONTE: BEM PARANÁ

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    Segundo dados do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, 40% dos idosos com 80 anos ou mais sofrem quedas todos os anos. Boa parte dessas quedas são geradas por tonturas, condição perigosa que pode ser potencializada por inúmeras doenças. Sendo assim, torna-se cada vez mais necessária a conscientização da população com relação aos cuidados básicos para garantir a segurança e bem-estar dos idosos.

    De acordo com o médico otorrinolaringologista do Hospital Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO), Alexandre Gasperin, são mais de 70 doenças, somente da parte periférica do corpo, que têm como sintoma a tontura. “Além da área periférica do sistema de equilíbrio existe a parte neurológica, que pode causar tonturas também. É preciso sempre ter em mente que tonturas são sintomas, não são uma doença. Um profissional qualificado vai identificar a causa e indicar o tratamento, que é individualizado caso a caso. A recorrência das tonturas indica que o tratamento não está correto”, alerta o especialista.

    Na maioria dos casos, as quedas, que são uma das causas mais frequentes de trauma entre os idosos, podem ser previstas e evitadas. De acordo Gasperin, diversas condições podem causar o desequilíbrio em idosos, entre elas as doenças do labirinto, alterações visuais, fraqueza muscular, doenças crônicas como o diabetes e problemas neurológicos.

“Para o tratamento, cada caso tem a sua particularidade, por isso o acompanhamento deve ser individualizado e pode incluir medicações, mudanças comportamentais e tratamentos de reabilitação. O tratamento correto é prescrito após o diagnóstico médico do quadro”, complementa o especialista.

Escadas: providenciar iluminação suficiente para que seja possível enxergar todos os degraus. Instale corrimão em ambos os lados para permitir o apoio indispensável. Evite piso escorregadio ou coloque um carpete preso nos degraus.

Cozinha: não guarde alimentos e utensílios em locais altos. Não utilize cadeiras ou bancos para tentar acessar armários. Limpe imediatamente o chão ao derramar algo. Evite cera e tapetes.

Banheiro: utilize um distribuidor de sabão líquido ao invés de sabonete solto. Instale corrimão na banheira e nas paredes do banheiro. Coloque adesivos antiderrapantes em áreas úmidas e nunca tranque a porta do banheiro.

Calçados: evite usar saltos e chinelos, opte por um calçado firme no pé. Utilize calçadeira para auxiliar a colocar o sapato.

Orientações gerais: não pule refeições, estômago cheio é importante. Use óculos, se necessitar, mas remova os de leitura ao caminhar. Não corra para atender o telefone ou a campainha. Conserte o assoalho se tiver tábuas soltas. Mantenhas os números de emergência, entre eles os de hospitais e de parentes e amigos, bem ao lado do telefone. Evite usar roupas muito compridas.

FONTE: GUAIRA NEWS

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