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No folclore popular, acordar sem conseguir se mexer, sentindo uma forte compressão no peito, é conhecido como um ataque de “pisadeiras”. Os acometidos pela sensação relatam ver a figura de uma mulher idosa, pisando em cima de seu corpo e prendendo o seu tórax contra a cama.

Na literatura médica o episódio tem nome, sobrenome e passa longe dos fenômenos paranormais. Batizada de paralisia do sono, o transtorno faz com que a pessoa não consiga mover nenhum músculo do corpo, ao despertar ou pouco antes de dormir. Além da imobilização, quem passa por isso também frequentemente relata ver animais, vultos e sombras, preparadas para um ataque.

A sensação, que pode durar alguns segundos ou até minutos atinge cerca de 8% da população, de acordo com uma pesquisa conduzida no ano passado, pela norte-americana Universidade do Arizona.

Em síntese, a paralisia ocorre quando nosso cérebro desperta antes do nosso corpo. O fenômeno ocorre durante a fase do nosso sono, chamada de REM (Rapid Eye Movement “movimento rápido dos olhos”), estágio onde vivenciamos um profundo relaxamento muscular. A paralisia ocorre quando esta musculatura ainda está inerte e não acompanha o despertar do cérebro. As visões, de acordo com os especialistas, não passam de sonhos que temos porque estamos apenas parcialmente acordados. Para evitar o episódio assustador, a médica coordenadora do Laboratório do Sono do Hospital IPO, Adriane Iurck Zonato, garante que o melhor a fazer é “higienizar o sono”. A especialista explica que a paralisia pode estar associada com outros distúrbios psicológicos, como depressão e ansiedade, mas quando se trata de episódios isolados, a paralisia é resultado de uma rotina ruim.

“O importante é que as pessoas tenham uma orientação sobre como melhorar sua qualidade do sono, evitando maus hábitos como ingerir bebidas alcoólicas ou cigarros, por exemplo, antes de dormir. Muitos acham que essas substâncias relaxam, mas quando seus efeitos passam, temos o efeito reverso”, declara a médica.

Confira hábitos saudáveis, indicados pela especialista, para diminuir os casos de paralisia em sua rotina:

Tenha um horário marcado para dormir

Adultos precisam de sete a nove horas de sono. Identifique quantas horas são necessárias para você se sentir acordado e procure manter uma rotina. Dormir e acordar no mesmo horário, respeitando a necessidade de seu corpo é a principal chave para driblar a paralisia.

Bebidas estimulantes apenas de manhã

Café e energéticos estão no topo da lista das bebidas que devem ser consumidas até no máximo, a hora do almoço, de acordo com a médica Adriane Iurck Zonato . Mas também entram nessa lista chás do tipo mate e verde, além de refrigerantes que contém cafeína.

Não fume

O cigarro não é indicado em nenhuma ocasião, mas se a pessoa já faz uso, o melhor é evitá-lo durante a tarde e a noite. Ele é um dos principais fatores que levam a uma fragmentação do sono.

Não beba

Muitas pessoas acham que o efeito sedativo das bebidas alcoólicas ajuda no sono. A verdade é que após o efeito passar, a qualidade do sono é muito prejudicada e isso acontece ainda de madrugada.

Desligue o celular

A luz dos aparelhos eletrônicos, captada em nossa retina, inibe a liberação da melatonina – conhecida como hormônio do sono. Por isso o uso de qualquer dispositivo eletrônico deve ser evitado algumas horas antes de nos deitarmos.

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Muitas pessoas podem sofrer com a apneia obstrutiva do sono sem terem conhecimento disso. De acordo com uma pesquisa realizada pela Philips, estima-se que em 80% dos pacientes a doença não foi diagnosticada. Ainda de acordo com outro estudo realizado pelo Instituto do Sono somente com moradores de São Paulo, uma a cada três pessoas sofrem com a apneia obstrutiva do sono.

Quando não tratada, a doença pode levar ao desenvolvimento da síndrome metabólica, que aumenta o risco de morte por doença cardíaca. “A síndrome metabólica é uma associação do aumento da circunferência abdominal, alteração na glicemia, dislipidemia (elevação de colesterol e de triglicerídios) e hipertensão arterial, o que aumenta em três vezes a chance de mortalidade cardiovascular”, alerta o endocrinologista, Kleber Marques.

O endocrinologista explica que a síndrome metabólica é causada por uma inflamação corporal provocada pelo distúrbio no sono. “A apneia obstrutiva do sono gera prejuízos na resistência insulínica, o que predispõe o diabetes, altera o metabolismo do cortisol, hormônio que ajuda no funcionamento do sistema imune e controle da pressão arterial e níveis de açúcar no sangue, estimulando a dislipidemia e aumentando a pressão arterial.”

A apneia obstrutiva do sono é causada pelo estreitamento total da via área superior, que provoca uma pausa na respiração durante o sono, caracterizada por um engasgo seguido de silêncio entre episódios de roncos. Essas interrupções respiratórias não causam somente os problemas de saúde, como diminuem a qualidade de vida. “A pessoa tem a sensação de sono não reparador, independente do tempo em que passe dormindo, e maior tendência a ter pequenos cochilos em situações monótonas, pensamento lento, irritabilidade, diminuição dos reflexos e da memória, o que aumenta as chances de acidentes de trânsito e trabalho, e até pode levar ao surgimento de depressão e ansiedade”, conta o otorrinolaringologista especialista em Medicina do Sono, Dr. Fernando Cesar Mariano.

As pessoas que têm a doença podem acordar com a sensação de boca seca ou dor de cabeça. “Mas, o principal sinal da doença é a sonolência excessiva durante o dia. Alguns pacientes podem despertar após o fim da apneia, mas nem sempre eles percebem o problema. Geralmente, os roncos frequentes e intensos que acompanham a doença levam os familiares e cônjuges a perceber que existe um problema e pedir que a pessoa procure um tratamento”, observa o otorrinolaringologista.

Diagnóstico e tratamento

Entre os fatores de risco estão a obesidade, que muitas vezes também está associada à síndrome metabólica, disfunções na anatomia do pescoço ou cabeça ou musculatura e aumento de adenoide e amídalas. O diagnóstico somente é feito por meio dos exames de polissonografia (estudo do sono), complementados pelo exame de nasofibroscopia (exame de imagem realizado no consultório) ou sonoendoscopia (exame realizado sob sedação).

Existem diversos tipos de tratamentos para a doença. A indicação varia conforme o grau da apneia identificado pelos exames, que pode ser leve, moderado ou intenso. “Pode ser indicado somente exercícios de fonoaudiologia, que ajudam a fortalecer a musculatura da faringe, base de língua e pálato mole, ou ter indicação para o uso de aparelho ortodôntico de avanço de mandíbula ou do CPAP, um aparelho de alta tecnologia que evita a obstrução do ar por meio de uma máscara nasal”, exemplifica o otorrinolaringologista.

As cirurgias também podem ser uma opção terapêutica após uma avaliação individualizada da anatomia feita pelo especialista em sono. “Os procedimentos com mais sucesso são as faringoplastias, que têm a função de estruturar a musculatura da faringe e aumentar o espaço da via aérea superior e as cirurgias esqueléticas de face”, explica. As mudanças nos hábitos de vida também são fundamentais. “Ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos regularmente, não fumar e controlar o peso corporal são

medidas importantes para o tratamento de todos os pacientes com apneia obstrutiva do sono”, observa Dr. Fernando Cesar Mariano.

Dr. Fernando Cesar Mariano – O médico otorrinolaringologista Fernando César Mariano é especialista em sono e cirurgião de ronco e apneia. Faz parte do corpo clínico do Hospital IPO e é médico em Quatro Barras (PR). É criador do game educativo para crianças e adolescentes “Hey, Roncabilly! O game do sono saudável”, que destaca a importância de dormir bem e desmistifica que roncar é algo engraçado ou normal. Mais informações no site: www.drronco.com.br.

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Focada na área central do rosto, a rinoplastia é um procedimento delicado e que, ano a ano, ganha uma apuração técnica com o avanço dos estudos e tecnologias. Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estítica, atualmente o Brasil lidera o ranking mundial das cirurgias no nariz.

Entre as diferentes técnicas, a rinoplastia aberta, que pelo tipo de acesso permite melhor exposição das estruturas nasais com correções simétricas durante a cirurgia e maior previsibilidade de resultado. O Hospital IPO realizou, entre 9 e 11 de maio, o 1º Curso Internacional de Rinoplastia Aberta, em Curitiba. O congresso contou com a participação de dois dos mais renomados cirurgiões no assunto em nível internacional: Dr. Dean Toriumi e Dra. Roxana Cobo, ambos especialistas no procedimento.

“Rinoplastia é apenas uma forma de realizar um procedimento dentro de um nariz”, reflete Toriumi. “Na minha opinião, o mais importante é o que você faz na estrutura, uma vez que expõe a cartilagem e o osso e de que forma isso afetará o rosto e o nariz, consequentemente. Caso realizada da forma equivocada, as pessoas podem ter dificuldade para respirar por anomalias ou, em casos mais graves, os tecidos ficam enfraquecidos ou não se recuperam adequadamente. Isso é evitável, se feito de forma correta”.

Para o Doutor Cezar Berger, coordenador do evento e otorrinolaringologista do Hospital IPO, o Curso foi uma oportunidade de mostrar que o acesso aberto na rinoplastia é uma opção. “É um método que possibilita a realização de manobras diferentes, em virtude da visualização direta que você tem das estruturas nasais”, destacou.

Já para Marcos Mocellin, também um dos coordenadores, a reunião de grandes profissionais fez jus a qualquer outro evento internacional. “Trouxemos dois dos melhores do mundo na sua área e profissionais em nível nacional que foram acima da média, tanto em qualidade como em público”, avaliou.

Para a Dra. Roxana, o Curso foi uma reunião inédita no estado: 300 cirurgiões especializados e interessados em debater um tema específico. “Isso apenas demonstra o grande interesse que há sobre isso no Brasil. Foi um privilégio pode estar aqui”, disse.

Ao contrário da fechada, na rinoplastia aberta o profissional realiza pequena incisão na columela – região localizada entre as narinas – para haver possibilidade de erguer a pele do nariz. Com uma visibilidade melhor, é possível modificar o formato, tamanho, simetria ou realizar a correção de determinado defeito com maior propriedade que em relação à rinoplastia fechada.

Dividido em cinco módulos – o primeiro em relação à avaliação do candidato à rinoplastia, o segundo e terceiro voltados à ponta do nariz e o quarto e o quinto sobre o dorso – o curso abordou questões básicas e avançadas em palestras teórico-práticas, com vídeos demonstrativos de cirurgias.

Confira as fotos em nossas redes sociais www.facebook.com/nep.orl/

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Em sua terceira participação em um evento oficial promovido pelo Ibram-Instituto Brasileiro de Museus, o Espaço Cultural IPO recebe a mostra cultural Woodstock 50, que homenageia o jubileu de ouro do mais conhecido festival de música mundial. A coletânea com curadoria do casal de artistas visuais Carla Schwab e Eloir Jr., retrata a psicodelia do movimento hipe, personalidades musicais, a música, a paz e demais manifestações alusivas a este festival, trazendo a história através das diferentes linguagens da arte e da pintura criadas pelos artistas: Ana Lectícia Mansur, Ari Vicentini, Bia Ferreira, Carla Schwab, Celso Parubocz, Eloir Jr., Gustavo Takahashi, Katia Velo, Kézia Talisin, Luciana Martins, Luiz Felix, Oswaldo Fontoura Dias, Roberto Mattar e Tânia Leal, que produziram trabalhos inéditos, imortalizando Janis Joplin, Jimi Hendrix entre outros, exteriorizando a história deste evento musical que marcou o ano de 1969. Cada obra conta com um QR Code (endereço eletrônico), com o qual o público poderá obter informações complementares a respeito dos artistas e dos trabalhos produzidos por meio do aparelho celular ou outro dispositivo móvel. A mostra acontece durante a 17ª Semana Nacional de Museus, que é uma temporada cultural promovida pelo Ibram em comemoração ao Dia Internacional de Museus (18 de maio). Nessa edição, 1.114 instituições de cultura oferecem ao público 3.222 atividades especiais, colocando a Instituição Museus e espaços culturais como núcleos de cultura, preservando o futuro das tradições.

Sobre o Festival de Woodstock

Há 50 anos, o festival mais conhecido do mundo foi realizado em Bethel, Nova York. Woodstock Music & Art Fair, aconteceu entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969, e representou o grande marco da contracultura da década de 1960. Repleto de estrelas como Jimi Hendrix, The Who, Jefferson Airplane, Sly & The Family Stone, Santana, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival e Janis Joplin & The Kozmic Blues Band, o festival ainda se tornou documentário e tinha como premissa ser “uma exposição aquariana” através de “3 dias de paz, amor e música”Exposição

“Woodstosk 50” – 17a.Semana Nacional dos Museus/IBRAMDe: 10/05 a 13/06/2019 – Horário Livre Local: Espaço Cultural IPO Endereço: Rua Goiás, 60 – Água Verde Térreo Entrada franca

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Cerca de 30% da população brasileira sofre de halitose – ou, popularmente, mau hálito – mas muitas nem sabem que têm o problema. As pessoas que convivem com outras que sofrem disso costumam sentir vergonha de comentar. Por isso, o diagnóstico pode ser demorado, então é importante estar atento aos cuidados e se prevenir.

Segundo informações da Associação Brasileira de Halitose, 90% das causas da halitose estão relacionadas à cavidade bucal: desordens salivares, doenças bucais e acúmulo de placas estão entre as origens do problema. Tudo pode começar com uma falta de escovação dos dentes e da língua; gengivite; tártaro; cárie; má respiração bucal; sinusite; e, também consumo de alimentos e bebidas com odor forte, como alho, cebola, cafeína e condimentos.

Há ainda os casos de cáseo amigdaliano, que são os restos de alimentos que se depositam nos buracos (criptas) das amígdalas. Elas fermentam e, por isso, ganham um odor forte característico. “Não é nocivo, nem provoca infecções, mas pode causar o mau hálito, gosto ruim na boca e ainda ser expelido durante uma conversa, tosse ou beijo e, dessa forma, ser uma situação embaraçosa”, explica o médico otorrinolaringologista do Hospital IPO, Paulo Mendes Júnior.

Geralmente, a halitose por cáseo acomete adolescentes e adultos que tiveram muitas infecções de amígdala durante a infância e, por essa razão, formam-se as criptas. “Com o início da vida social, profissional e, principalmente, amorosa, percebem o desconforto que os sintomas podem gerar”, comenta Mendes Júnior. O especialista sugere que o ideal é sempre, após as refeições, principalmente almoço e jantar, realizar gargarejos com enxaguantes bucais sem álcool, para limpeza das amígdalas.

Se o problema persistir, o passo seguinte, conforme o nível de incômodo, é a retirada das amígdalas, que são o reservatório dos cáseos, não somente pela saúde bucal, mas como prevenção de transtornos psicológicos e psiquiátricos. “Há pessoas que ficam extremamente retraídas, com medo de se expor em conversas ou beijar e que, inclusive, chegam a apresentar quadros de depressão”, alerta o especialista.

Mendes Junior assegura que a cirurgia de extração das amígdalas é um tratamento definitivo contra os cáseos e que, ao contrário do que se acredita, não é prejudicial à saúde e nem acarreta em outros males. “As amígdalas são órgãos de defesa, mas temos outros vários locais em nossa garganta que podem nos ajudar na defesa contra vírus e bactérias”.

Segundo Mendes Júnior, não há registros de aumento de infecções de garganta, como faringites, em decorrência da retirada das amígdalas. “Elas terão dores de garganta com a mesma incidência com a qual teriam se tivessem as amígdalas”.

A cirurgia é um procedimento simples, realizado entre 30 e 60 minutos, com anestesia geral. A alta hospitalar acontece no mesmo dia. O paciente deve ficar em repouso por cerca de dez dias, sob alimentação líquida, pastosa e fria, como papinha, iogurte e sorvete.

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Entre os 2 e 12 anos de idade, a criança começa a desenvolver o seu sistema imunológico e, assim como as amígdalas, a adenoide – conhecida como carne esponjosa – faz parte das defesas do corpo: é um tecido linfoide que fica na parte de trás do nariz, na rinofaringe. Por isso, é comum que durante a infância ela inflame com frequência, ao que se dá o nome de adenoidite.

Muito comum em crianças, a inflamação diminui conforme a idade, pois outras estruturas que protegem o organismo são desenvolvidas. “Entre os dois e quatro anos de idade, a adenoide aumenta de tamanho para alertar o sistema imunológico, que produz anticorpos. Normalmente, por volta dos seis anos, o tecido linfoide pode diminuir e, consequentemente, os episódios a adenoidite podem cessar”, explica o doutor Paulo Mendes Junior, otorrinolaringologista do Hospital IPO.

Quando a adenoide é aumentada mais que o normal, em que ela ocupa mais que 60% do espaço entre a base do crânio até o palato duro (parte óssea do céu da boca), surgem problemas respiratórios ou até mesmo auditivos. “Os sintomas são muito parecidos com o da sinusite: obstrução nasal, ronco, apneia do sono, secreção acumulada”, afirma o especialista.

Porém, as adenoidites muito frequentes, podem ter consequências mais graves. A criança pode passar a respirar pela boca, podendo causar problemas na arcada dentária, ter mau hálito ao longo do dia, dificuldades para dormir, otite ou até mesmo perda auditiva.

“Outro fator que prejudica a qualidade de vida da criança é a alimentação ruim, pois, com a obstrução nasal, a capacidade de sentir cheiros e sabores dos alimentos também é afetada. Em decorrência disso, interfere no crescimento da criança”, ressalta Mendes Junior.

A observação dos sintomas mais comuns é o primeiro passo para o diagnóstico da inflamação. Também existem exames como endoscopia nasal e raios-x que ajudam a identificar a adenoidite com mais precisão. “Geralmente, a inflamação da adenoide pode ser tratada com lavagem nasal, sprays nasais, antialérgicos ou antibióticos. Porém, em casos que o tecido não diminui com o crescimento e que nem mesmo os medicamentos funcionam, é indicado o procedimento cirúrgico”, explica o doutor Paulo Mendes sobre o tratamento.

A cirurgia é simples e não afeta o sistema de defesa do corpo. “A operação é rápida e o pós-operatório também. Costuma ser indicado alimentos mais pastosos e gelados nos primeiros dias de recuperação e que a criança fique apenas uma semana em repouso”, afirma o médico.

Por estarem muito próximas, a amígdala e a adenoide, quando precisam ser retiradas, pode ser feito apenas uma cirurgia para tratar os dois problemas. Assim, os problemas de infecções são tratados em apenas um procedimento. 

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Um dos mais populares medicamentos vendidos sem receita, o descongestionante nasal é o preferido de quem tem o sistema imunológico vulnerável e, por incrível que pareça, um vilão para os médicos. Por se tratar de um paliativo, o remédio apresenta mais efeitos colaterais do que benefícios, uma vez que cria um ciclo vicioso de automedicação mais intensa a cada utilização.

“Há profissionais que defendem, inclusive, que o descongestionante deveria ter sua venda restrita, como acontece hoje com os antibióticos”, argumenta Paulo Mendes Junior, otorrinolaringologista do Hospital IPO. “Na prática, seu efeito é uma vasoconstrição, ou seja, contrai os vasos que causam a secreção. Isso melhora a congestão de forma muito rápida, mas de forma artificial: em pouco tempo, os vasos voltam a se dilatar e a situação vai se agravando. Em pouco tempo, a situação se torna crônica”.

Mesmo quando estamos com a saúde em dia, nosso nariz está produzindo secreções. O que acontece é que, nesses casos, essas impurezas acabam sendo eliminadas pelas vias aéreas posteriores, de forma discreta. Já no quadro de uma doença viral – que provoca a chamada “congestão nasal” – o líquido passa a ser produzido de forma mais intensa, tornando difícil para o organismo absorvê-lo de forma discreta.

“O descongestionante é indicado em fases muito específicas de uma doença e, mesmo assim, com limitações”, diz Mendes Junior.“Um dos efeitos colaterais é o ressecamento da boca e, em casos mais graves, arritmia e hipertensão. São consequências muito graves para um paliativo”.

Parte da solução

É difícil não conhecer alguém que não carregue consigo, sempre à mão, um frasco de descongestionante. Pois o produto também causa dependência. Por isso, em casos de sintomas de congestão o melhor é manter a área hidratada com soro fisiológico. “É uma solução que não tem nenhuma contraindicação e, por isso, pode ser utilizada várias vezes ao dia”, defende Mendes Junior. “Além disso, manter os ambientes com umidificadores e permanecer longe do ar condicionado também é uma solução. Durante o banho, mantenha a água quente para que o vapor da água umedeça as vias respiratórias”. O problema é tão grave que alguns especialistas argumentam que sua venda deveria ser restrita, assim como ocorre com antibióticos. “Há projetos de lei em curso para isso, uma vez que se tornou até um costume o descongestionante ser o primeiro solucionador deste tipo de problema”, diz. “Sempre que possível, deve se evitar seu uso. Mas, caso inevitável, restrinja a duas aplicações por dia e, claro, no menor período de tempo que for possível”.

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Mal – que pode ser o primeiro sintoma de algo mais grave – atinge 30% da população e ocorre por inúmeros fatores; Hospital IPO promove semana de conscientização em abril

Não é incomum sentir tontura ao levantar rápido ou com mudanças bruscas de temperatura. Porém, quando o “desequilíbrio” se torna contínuo, pode ser um indicativo para procurar ajuda. Dados da Organização mundial da Saúde (OMS) afirmam que a tontura atinge cerca de 30% da população mundial, contudo, é importante ressaltar que as causas não são sempre as mesmas.

Colesterol, diabetes, variação na taxa de glicemia, doenças cerebrais ou distúrbios do humor –  como o estresse, a depressão e ansiedade – são alguns dos fatores que podem causar a labirintopatia, que afeta o equilíbrio e é considerada uma doença secundária.

“É preciso sempre, em primeiro lugar, investigar a causa da labirintopatia. Muitas vezes ela vem como um ‘sintoma’ de outras doenças corriqueiras. Por isso, antes de iniciar algum tratamento, é necessário descobrir qual a razão dessa tontura”, destaca o otologista e otoneurologista do Hospital IPO, Alexandre Gasperin. “O tratamento não é igual para todos os pacientes. Assim, é preciso diagnosticar e tratar a doença primária e o labirinto ao mesmo tempo, cada um com suas medicações se necessário, e também com fisioterapia ou outros recursos específicos”.

Quando é persistente

Cada vez mais presente na sociedade, a ansiedade – assim como outros transtornos referentes ao humor – é um potencial causador da tontura. Recentemente, algumas pesquisas relacionam a doença com casos de tortura persistente, a chamada Tontura Postural e Perceptual Persistente (TPPP).

Apesar de persistente, Gasperin afirma que muitas vezes, mesmo sendo uma doença crônica, ela é tratável. “O tempo do tratamento pode variar, mas como em outras situações, precisamos cuidar da doença primária, que nesse caso, é a ansiedade. Por isso ressalto nosso trabalho com equipes multidisciplinares – psiquiatras, neurologistas, fisioterapeutas, etc – em que conseguimos oferecer um tratamento específico e adequado para cada caso, tratando não apenas os sintomas, mas também a causa”.

Além do diagnóstico, existem outros fatores que requerem atenção. A alimentação, por exemplo, tem grande importância e influência. O excesso de cafeína, energéticos ou alimentos com alta taxa de gordura ou sal funciona como acelerador de metabolismo e age como estimulantes neurológicos. O uso desses alimentos em grande quantidade facilita o desencadeamento de possíveis crises de ansiedade e, eventualmente, pode causar a tontura.

Em relação a um diagnóstico inicial, é preciso estar atento a sintomas que muitas vezes parecem inespecíficos. Enxaquecas, visão manchada, sensibilidade a barulho, sensação de pressão no ouvido, náuseas e a própria tontura, de formas variáveis, podem ser alguns indicadores. “Muitas vezes as pessoas têm dores de cabeça associadas a tonturas, e acabam tratando como se fosse enxaqueca simplesmente.

Quando esse tratamento, com o tempo, não tem melhora significativa, é importante pensar nestas outras possibilidades! Nesses casos, é possível que o paciente esteja tratando apenas alguns sintomas e não a causa”, ressalta o otoneurologista.

Dia Nacional da Tontura

Este ano, o Hospital IPO promoverá a Semana da Tontura, com folders e banners voltados à população, podendo tirar algumas dúvidas em relação à doença.

Criado pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), 22 de abril é considerado o Dia Nacional da Tontura, e propõe incentivar o diagnóstico correto da doença.

Além disso, o Hospital oferecerá uma programação especial voltada aos médicos. No dia 22, os profissionais de diversas especialidades receberão algumas aulas e treinamentos relacionados ao assunto, a fim de tratar a doença de modo multidisciplinar, o que proporciona melhores resultados no diagnóstico e tratamento de cada paciente.

Sobre o Hospital IPO

O Hospital IPO é especializado no tratamento de ouvido, nariz e garganta, e conta com uma equipe multidisciplinar de áreas relacionadas à otorrinolaringologia. Atualmente possui o único pronto-atendimento 24 horas da especialidade no sul do país, mais de seis centros de tratamento, estrutura educacional voltada para a otorrinolaringologia, mais de 150 médicos atendendo em 20 especialidades e mais de 30 unidades de atendimento no Paraná e Santa Catarina.

O grupo surgiu com união de um grupo de professores de medicina da Universidade Federal do Paraná, em outubro de 1992, para a criação de um centro especializado em otorrinolaringologia, ofertando consultas, exames, procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos. Em junho de 2000 inaugurou seu hospital, um edifício de 11 mil metros quadrados, dispostos em 10 andares, localizado em Curitiba, no bairro Água Verde. www.hospitalipo.com.br

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A tosse é o principal mecanismo do corpo responsável pela limpeza adequada de secreções das vias respiratórias. Com trocas de estação – como da Primavera para o Verão – muitas pessoas tendem a sofrer com os impactos, principalmente quem é alérgico a pó, pólen e outros elementos transportados pelo ar. As vias respiratórias são as mais atingidas nessa época de virada e, se não bem tratadas, podem desenvolver problemas maiores para a saúde.

“O ressecamento das nossas mucosas pode ser um importante estímulo para doenças ou alterações respiratórias. Logo, percebemos isso pela tosse, que geralmente aparece primeiro”, explica Rodrigo Silveira de Miranda, otorrinolaringologista do Hospital IPO, em Curitiba (PR).

“Este problema se acentua não só nas regiões mais frias mas também nas que apresentam grande variação de temperatura durante um mesmo dia, caso de Curitiba e grande parte do Sul e Sudeste do país”.

Os mais comuns problemas que geram o incômodo na garganta são as mudanças de temperatura – seja ela climática ou mecânica – com o uso excessivo de aquecedores ou do ar-condicionado, prática muito comum em temporadas extremas de frio e calor. 

E as doenças mais relacionadas à tosse são sinusites bacterianas, rinorreia posterior (sensação de gotejamento pós-nasal, no fundo da garganta), exacerbação de quadro alérgico, pneumonia, refluxo gastresofágico e asma.

“Todas essas enfermidades precisam de um acompanhamento e também um tratamento específico, e se mesmo assim, a tosse persistir, deve-se procurar um médico”, conta Miranda, que esclarece na sequência algumas dúvidas sobre o assunto, dando dicas de tratamento e prevenção:

Quando precisamos nos preocupar com a tosse?“A princípio, temos que nos preocupar com a tosse crônica, com mais de 3 semanas. Porém, um médico deve ser procurado sempre que a tosse, mesmo que recente, fuja de um padrão esperado. Ou seja, se for atípica ou acompanhada de outros sintomas, deve ser avaliada por um médico, mesmo que não tenha completado três semanas”.

O que o paciente deve fazer quando o problema persistir?“A tosse crônica (com mais de três semanas) é a 5ª causa mais comum de procura de assistência médica no mundo e deve ser investigada sempre que for persistente. Portanto, o médico deverá ser procurado para uma abordagem investigativa e sistemática para determinar o diagnóstico e buscar a terapia adequada”.

Como prevenir as irritações na garganta e outros problemas que causam a tosse?“Evitar longos períodos de exposição ao frio, assim como grandes variações de temperatura, sejam pelo ambiente, ventiladores ou ares-condicionados. Manter as vias aéreas sempre hidratadas, com ingestão abundante de líquidos e uso de soro fisiológico nasal contínuo, principalmente pelos mais suscetíveis ao clima, doenças e fatores de risco relacionados à tosse”.

Qual o melhor tratamento para esse incômodo?“Geralmente, pastilhas expectorantes são suficientes para o pigarro que fica na garganta. Mas, novamente, se o sintoma persistir, é necessário procurar a ajuda de um médico para compreender qual o melhor procedimento para seguir”.

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Com o slogan “Dormir Bem É Envelhecer com Saúde”, os especialistas da Associação Brasileira do Sono (ABS), Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS) e Associação Brasileira de Odontologia do Sono (ABROS) promoverão, de 11 a 17 de março, em nível nacional, a Semana do Sono 2019, campanha anual de conscientização sobre a importância da qualidade e quantidade do sono para a saúde humana.

O sono reparador ao longo da vida é um dos fatores essenciais para o envelhecimento saudável. “As pessoas que costumam dormir mal têm mais chances de desenvolver ou antecipar o aparecimento de doenças, necessitando de intervenções e tratamentos crônicos, incluindo aquela quantidade de medicações para tomar diariamente”, afirma a médica neurologista Dra. Andrea Bacelar, presidente da Associação Brasileira do Sono. A especialista explica que o cuidado com a quantidade e qualidade do sono deve ser permanente para que, nas fases mais avançadas, o indivíduo possa usufruir de melhor qualidade de vida.

Reconhecida e premiada internacionalmente pela World Sleep Society, por ter realizado uma das melhores campanhas da Semana do Sono de 2018, atingindo milhares de pessoas por todo Brasil, a entidade tem como objetivo para este ano sensibilizar ainda mais pessoas e contribuir para a melhor qualidade do sono dos brasileiros.

Durante a Semana do Sono 2019, os especialistas estarão com atividades voltadas à população, que inclui a exposição de totens que apontam quais os principais fatores que afetam a qualidade do sono e apresentarão recomendações para que as pessoas possam ter hábitos mais saudáveis para melhorar a qualidade do sono.

Os principais temas abordados pelos especialistas durante a Campanha serão: Envelhecimento e Sono; Apneia Obstrutiva do Sono; Privação de Sono; Insônia; Sono na Infância.

SEMANA DO SONO 2019 – Slogan “Dormir Bem é Envelhecer com Saúde”

De 11 a 17 de março de 2019

Realização: ABS / ABMS / ABROS

Mais informações: www.semanadosono.com.br

Fonte: Associação Brasileira do Sono

Fonte: Conselho Global de Saúde do Cérebro (GCBH)

Fonte: Conselho Global de Saúde do Cérebro (GCBH)

Participe do Dia do Sono do Hospital IPO que acontecerá no dia 13 de março das 10h às 16h. Um evento gratuito com informações e orientações médicas com os nossos especialistas.  Confira a programação completa: Acesse

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